Ainda tem dúvidas? Consulte abaixo as respostas para as perguntas mais frequentes (FAQs).
Os genes desempenham um papel importante no aparecimento da pré-diabetes. No entanto, o seu estilo de vida também tem um impacto comprovado nesse processo. Por isso, se adotar mudanças no seu estilo de vida agora, poderá prevenir a diabetes no futuro!
O risco é real, no entanto, a boa notícia é que pode tomar medidas para prevenir ou até mesmo retardar o desenvolvimento da diabetes. Quando identificado precocemente, o aumento da glicemia em pessoas com pré-diabetes pode ser revertido. Por outro lado, se não for detetado e controlado, a pré-diabetes tem uma grande hipótese de evoluir para diabetes tipo 2.3
A principal diferença entre a pré-diabetes e a diabetes está nos níveis de glicose no sangue. O teste mais simples para avaliar isso é a medição da glicemia em jejum, que verifica os níveis de glicose após um período de pelo menos 8 horas sem comer ou beber. Segundo as diretrizes da ADA, um nível de glicemia em jejum entre 100 e 125 mg/dL indica pré-diabetes, enquanto um nível superior a 125 mg/dL sugere diabetes tipo 2.4
Geralmente, não há sinais ou sintomas visíveis associados à pré-diabetes. No entanto, algumas pessoas com pré-diabetes podem já ter alguns dos sintomas da diabetes4. Se tiver algum desses sintomas, não deixe de consultar um(a) médico(a).
Os sintomas incluem:5
Existem vários grupos de pessoas com maior risco de desenvolver pré-diabetes. Se se encaixa em alguma das categorias mencionadas abaixo, é recomendável realizar exames de saúde regulares para monitorizar o seu bem-estar.2
Se acha que pode ter pré-diabetes, deve consultar um profissional de saúde. Ele provavelmente recomendará mudanças no estilo de vida, como aumentar a frequência de atividade física, adotar uma dieta equilibrada e/ou perder peso. Essas alterações também ajudam a prevenir outros problemas de saúde, como doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais (AVC), que estão associados ao risco de desenvolver diabetes tipo 2. Caso as mudanças no estilo de vida não sejam suficientes para controlar os níveis de açúcar no sangue, o(a) seu(sua) médico(a) poderá considerar o uso de medicamentos.3
Para determinar se tem pré-diabetes, o(a) seu(sua) médico(a) avaliará o seu histórico médico, realizará um exame físico e verificará os seus níveis de glicose no sangue. Os exames de sangue usados para diagnosticar a condição incluem o teste de glicemia em jejum (GJ), o teste de hemoglobina glicada (HbA1c) e o teste oral de tolerância à glicose (TOTG). Na maioria das vezes, será necessário apenas um ou dois desses exames.6,7
Se deseja saber mais sobre pré-diabetes e verificar se está em risco, consulte um(a) médico(a) especialista.
Pessoas com diabetes são incentivadas a praticar exercício físico como parte de um estilo de vida saudável. A atividade física regular pode ajudar a reduzir o risco de complicações relacionadas ao diabetes, como doenças cardíacas. No entanto, é importante ter em conta alguns cuidados antes de iniciar um novo programa de exercícios.8
Consulte um(a) médico(a) para obter orientações personalizadas.
Ao contrário do que muitos pensam, é possível comer quase tudo o que se deseja, desde que se tenha em atenção ao tamanho das porções e à quantidade que se coloca no prato.9 Um(a) nutricionista pode ajudar a aprender a contar hidratos de carbono e a planear refeições adequadas às suas necessidades.
Manter os níveis de açúcar no sangue sob controlo é essencial para a sua saúde. Quando os níveis estão elevados, podem danificar as veias e artérias, aumentando o risco de complicações graves no futuro, como enfartes, AVC, doenças renais, neuropatias, problemas de visão, entre outros.9
Frutas, vegetais ricos em amido, leite, iogurte, arroz, cereais, pão e outros cereais integrais são fontes de hidratos de carbono e fornecem nutrientes importantes. Muitos snacks, batatas fritas e pipocas também contêm hidratos de carbono. Doces, como refrigerantes, bolos, rebuçados e bolachas, também são ricos em hidratos de carbono. O mais importante é manter o equilíbrio no consumo de qualquer grupo de alimentos, e um(a) nutricionista pode ajudar a identificar as melhores escolhas e quantidades para si.9
Os hidratos de carbono fazem parte de uma dieta saudável, mas, no caso da diabetes, é essencial controlar o tamanho das porções e priorizar fontes saudáveis de hidratos de carbono, como frutas, legumes, grãos integrais, leite e iogurte magros. Além de contar os hidratos de carbono, as pessoas com diabetes podem beneficiar de uma alimentação com baixo teor de gordura, rica em fibras e com calorias suficientes para manter um peso saudável.9
Alimentos sem açúcar podem ser incluídos num plano alimentar saudável, mas em pequenas quantidades. Lembre-se de que muitos desses alimentos ainda contêm hidratos de carbono, como adoçantes artificiais (sorbitol, isomalte e manitol), que podem afetar os seus níveis de glicose no sangue. Além disso, muitos produtos sem açúcar contêm calorias, hidratos de carbono e gordura em quantidades significativas. Por isso, é importante ler sempre os rótulos nutricionais.9